A Quinta do Vale Minhoto (10 ha) localiza-se na localidade de Adiça, na freguesia de Mouraz e Vila Nova da Rainha do concelho de Tondela, distrito de Viseu, à saída do IP3 (que une Coimbra a Viseu) para Tondela, próxima de vários centros urbanos de dimensão média – a pouco mais de 20 km de Viseu (a 20 minutos de Viseu), de 60 km de Coimbra (a 40 minutos de Coimbra), de 90 km de Aveiro (a 50 minutos, pelo
IP5) e de 100 km da Figueira da Foz (60 minutos, pelo IP3 e A14).
O Vale Minhoto, de natureza granítica, origina um terreno onde característicos muros em pedra fazem a transição de cotas, sustentam as terras e definem limites, para além de
promoverem uma simplificação da atividade agrícola. É uma propriedade magnífica, possuidora de uma variedade de fauna e flora única. O visitante tem uma experiência impar na combinação da natureza e dos jardins com as construções inseridas e requalificadas. A localização, as grandes áreas verdes, as variedades de vegetação, permitem realizar projetos turísticos com sucesso.
Insere-se num vale rodeado de bosques centenários e repleto de história (Vale de Besteiros).

Factos históricos mais significativos:
Em 1152, D. Afonso Henriques e sua mulher, D. Mafalda, fizeram carta de doação e coutamento do lugar de S. Pedro de Mouraz ao bispo e à Sé de Viseu. Em 1258, D. Afonso III colheu informações e, segundo estas, Mouraz era couto da Sé de Viseu.
No reinado de D. Manuel, a 28 de Junho de 1514, Mouraz recebeu novo foral. Foi concelho, teve juiz e cadeia e Carvalhal foi cabeça de concelho. Era composto pelos
seguintes lugares: Mouraz, Couço, Louriçal, Saldonas, Adiça e Outeiro.
Em 1820, o concelho de Mouraz foi extinto e integrado como freguesia de Tondela, o que se mantém até hoje, englobando os lugares de Mouraz, Adiça, Alambique,
Carvalhal e Saldonas.
A Quinta do Vale Minhoto foi residência de Francisco d’Almeida que, em 1872 e 1873, foi juiz principal do Juízo de Paz do Distrito. De acordo com a lenda, havia uma mulher que vigiava do cimo dos montes os movimentos dos Mouros, e ao menor movimento tocava na “trompa” alertando do perigo. Ao “tom dela”, o povo juntava-se para enfrentar os Mouros. Daqui provém o nome de Tondela.